Review: Tomorrowland Around The World evolui experiência e exclusividade


People of Tomorrow, sejam bem-vindos de volta ao mundo ‘The Amicorum Spectaculum‘, desta vez na Ilhéu de Pāpiliōnem.

O Tomorrowland abre suas portas para mais uma edição de seu festival virtual com alguns pecados e algumas evoluções, demonstrando que aprendeu um pouco com as edições passadas.

Mainstage/Tomorrowland/Facebook

The Amicorum Spectaculum‘ foi o tema escolhido para apreciarmos o mundo mágico que o festival nos proporcionou em 2017 em sua edição presencial enxurrada de magia e encantos. Desta vez, com mais de 40 artistas e entre os destaques podemos mencionar o duo Cat Dealers e a sensação do momento, Vintage Culture em duas apresentações diferenciadas.

Além dos brasileiros, contamos também com: Afrojack, Alan Walker, Amelie Lens, Armin van Buuren, Charlotte de Witte, Kölsch, Lost Frequencies, Nicky Romero, Tale Of Us, Hi-Lo (Oliver Heldens) e muito mais.

O evento contou com 7 palcos de atmosferas e estilos diferentes, explorando a maioria das vertentes da música eletrônica e expandindo uma experiência que, na edição anterior, deixou um pouco a desejar.

A novidade edição foi apresentada no dia 4 de maio deste ano, prometendo novidades e elas vieram. Além de um mundo mais elaborado e muito trabalhado, o Tomorrowland trouxe mais submersão e poder gráfico mais evidente. O que torna a vivência muito mais aprazível aos fãs.

Todo o zelo nos efeitos, iluminação, o traçado dos espaços e palcos, a ambientação de público, deu uma verdade aumentada neste mundo virtual. Porém, algumas coisas ainda poderiam ser complementadas.

O Wonderland in Rave acompanhou em tempo real boa segmento da experiência apresentada pelo evento. Além dos sets e palcos, a plataforma contava com informações e entrevistas dos DJs participantes, além do processo que foi realizado para deixar tudo pronto para seu público considerar o melhor da música.

O Tomorrowland deu leste presente aos fãs para expressar a todos: vai permanecer tudo muito – em breve estaremos dançando juntos novamente. Ou por outra, para mantê-lo atualizado com a música, porque parece que não há COVID-19 se você olhar online a quantidade de música que ainda está sendo abandonada… E eu acho que a música merece (ser tocada). É por isso que estou feliz por estar no Tomorrowland Around the World. – Armin van Buuren em entrevista.

E por falar em atrações, vamos com elas. Cobrimos muitos shows e muitos deles foram exclusivos uma vez que Tale Of Us que encerrou o evento de formas majestosas.

No primeiro dia (16/07), sexta, exclusivamente dois palcos estavam disponíveis: Mainstage e Exilir. E somaram 12 atrações.

Exilir/Tomorrowland/Facebook

VINTAGE CULTURE: Em sua primeira apresentação, o brasílio entregou um set 100% autoral, exclusivamente uma música não era de sua autoria. Com o set voltado pro house, Vintage contou com os sucessos: “Love Tonight”, “Let It Go” e “Slow Down”, além de muitas ID não lançadas.

CHARLOTTE DE WITTE: A Djane belga que é um dos maiores nomes do techno mundial, apresentou um set totalmente restrito para a ocasião, a artista era uma das mais esperadas da noite e superou todas as expectativas, com um som único e elaborado exclusivamente para o festival, uma experiência única.

ADAM BEYER: O sueco comandou a pista com maestria, só quem presenciou um set dele ao vivo sabe o que é uma apresentação fora da curva, com um set de tirar o fôlego, Adam conseguiu transmitir toda a experiência única de seu show para os milhares de espectadores, com uma linhagem totalmente única e conceitual o dj apresentou seu set de uma forma não esperada, superou as expectativas e arrancou suspiros de quem estava ali para vê-lo. De todas as músicas tocadas, exclusivamente duas foram reconhecidas e lançadas, ou seja, uma apresentação extremamente exclusiva.

REBUKE: O irlandês estreou e mostrou o motivo de ser um dos nomes promissores do underground, mostrou toda sua influência e identidade sonora. Sabe aquela música que você escuta e já reconhece imediatamente? Rebuke é leste artista.

HI-LO: Oliver Heldens trouxe um set surpreendente, digno de aplausos, provando sua versatilidade em gêneros com seu set quase autoral. Para quem subestima, HI-LO preparou um show impecável sem deixar faltar com suas colaborações junto a Reinier Zonneveld.

KÖLSCH (LIVE): Com um set melódico, o dinamarquês não decepcionou no Mainstage, tocando seus clássicos “All that Matters” e “Grey”, também mostrando várias que ainda não lançaram.

ALAN WALKER: Entregou uma apresentação a nível Mainstage, destacando seus sucessos e vários remixes e mashups, incluindo One More Time de Daft Punk. Presenciamos tracks uma vez que : “Darkside”, “Sweet Dreams”, “Sorry” e entre outras. Ou por outra, Alan mostrou remixes de Da Tweekaz, Blazars e MOTi.

LOST FREQUENCIES: O DJ Gálico reproduziu um set com grande estilo e melodia, houveram remixes de “Bloodstream” do TwoColors, além de produções autorais uma vez que “Beaultiful Life”. Houveram também suportes uma vez que a música “Love Tonight”, tocando o remix do brasílio Vintage Culture e Kiko Franco e “Watch Me Burn” de Jon Sine & Nikita.

No universal, o palco Exilir levou muito destaque através de muita exclusividade, demonstrando ser um pouco até mais relevante que o Mainstage. Mas, tirando conclusões, o primeiro dia foi de muita música boa e diversão.

No segundo e último dia, contamos com 7 palcos, incluindo os dois que estiveram na noite anterior. Dentre eles, Atmosphere com host de Afterlife; Core; Cave com host de Monstercat; The Wall com host de Q-Dance; e Moose Bar.


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The Wall/Tomorrowland/Facebook

*** RUSH: Em mais uma participação da Q-Dance no Tomorrowland, o duo holandês se destacaram tocando seus clássicos de sucesso e demonstram ativo incremento na cena do Hardstyle. Foram 40 minutos de muita espalhafato, porém nenhuma ID foi apresentada.

FOX STEVENSON: O show do cantor, compositor, DJ e produtor inglês foi incrível. Entregou tudo em sua performance com mesclas de House e Bass House, além de muita música não lançada. Uma apresentação divertida que todos deveriam conferir na próxima oportunidade.

QUINTINO: O que falar do artista que continua sendo leal ao que propôs, Quintino consegue superar e provar muita robustez em suas apresentações, mostrando várias novidades e uma submersão com o mundo virtual, demonstrando uma explosão de sentimentos e muita simetria.

ARMIN VAN BUUREN: Armin encerrou o Mainstage com muita robustez, uma apresentação recheada de ID’s, o que torna o set muito peculiar. Muitas músicas uma vez que “Show Me Love”, “The Last Dancer”, o novo lançamento “Battlefield”, e o clássico “Great Spirit”. Ao final, Armin encerra com música novidade encerrando o palco principal de formas dignas.

NICKY ROMERO: O DJ e produtor holandês realizou um show diferenciado, demonstrando a iniciativa Protocol Recordings em explorar o estilo mais melódico e progressivo, além de tech house. Um set diversificado mostrando tracks que foram um sucesso uma vez que “I Could Be The One”, “I Need You To Know” e muitas outras.

O Tomorrowland Around The World foi encerrado em uma experiência única de Afterlife no palco Atmosphere. Sets exclusivos de 3 grandes DJ’s e produtores da cena eletrônica, encerraram com muita maestria, mostrando a força de uma comunidade que é a Afterlife.

Atmosphere/Tomorrowland/Facebook

STEPHAN JOLK: Foi uma magnífico escolha para iniciar a programação. Seus sets são muito elegrantes e envolventes do primícias ao termo e no Tomorrowland, não poderia ser dissemelhante. A projeção de nuvens durante seu cenário, remetia à você estar no firmamento. Definitivamente, um paraíso sonoro.

ADRIATIQUE: Você nunca assiste um set do Adriatique sem tentar “dar um Shazam” e deslindar qual tira está tocando. Porém, chega a pandemia, e o set dos suíços o tornam um mistério: você não sabe a tira e não sabe o que vem, em seguida. Os suíços demonstram que trabalham arduamente para produzir o melhor de sua música e nunca decepcionam, o que torna a vontade de vê-los repetidas vezes. Sua apresentação contou com o remix de Electric Feel de MGMT, além do clássico remix de Memento. Trazendo muita submersão, o que promete muito para sua apresentação no ARCA no ano que vem.

TALE OF US: Encerrando a edição, os pioneiros do techno melódico se apresentaram em um set 100% autoral, sim isso mesmo. Além de suas músicas exclusivas, ID’s de outros DJ’s também foram apresentadas, todas em uma qualidade inimaginável. Nenhuma música de sua apresentação foi sequer lançada. Além da extrema qualidade e submersão do dedo do palco Atmosphere, isso deu a concluir que Tale Of Us é atração obrigatória no Tomorrowland, atestando ser uma apresentação que realmente “vale o ingresso”.

Mainstage/Tomorrowland/Facebook

Resumindo tudo isso, Tomorrowland trouxe a exclusividade que o festival realmente merece. As atrações fizeram jus a qualidade da marca e trouxeram mais submersão e qualidade em confrontação as edições anteriores. Porém, por mais que seja um festival do dedo, alguns detalhes deixaram a desejar. Em alguns momentos, percebe-se alguns erros de animação o que pôde estragar um pouco a experiência para quem assiste e consome o teor apresentado.

O principal destaque foi a adaptação aos horários de cada lugar que passasse, independente do país. Isso possibilitaria mais público e deram uma liberdade por conta do fuso-horário de cada país.

O Tomorrowland deveria trazer, também, mais submersão com o Defqon.1. O festival holandês trouxe um aplicativo restrito, trazendo todas as informações na versão traste, trazendo mais qualidade e informação aos fãs.

No mais, a experiência de mais um festival virtual trouxe a questão e uma vontade que todos estão pedindo há anos, a volta desses grandes eventos que marcam, anualmente, a cena eletrônica de formas positivas. Com o retorno gradual dos eventos, poderemos considerar novamente e presencialmente a magia do Tomorrowland uma vez que realmente deve ser.

 

 



Manadeira Notícia -> :Fonte Notícia



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