Espaços culturais e produtores buscam financiamentos coletivos para remunerar funcionários e artistas – Cultura


Em tempos de crise sem precedentes, espaços culturais buscam no crowdfunding – a famosa vaquinha – uma maneira de receber fundos para manter suas estruturas, pagamentos e salários em dia. É o caso do Petra Belas Artes, que anunciou nesta semana o início de uma campanha de financiamento coletivo para manter alguma saúde financeira e conseguir remunerar a equipe de 55 pessoas que mantém o cinema funcionando, nas condições normais, de domingo a domingo.

“O Belas sobrevive de portas abertas e com a bilheteria”, diz um expedido do cinema. “Sem isso, precisamos da sua ajuda para levantar um valor mínimo para manter as contas e, principalmente, a equipe de 55 pessoas.” A nota explica que o patrocínio da cerveja Petra custeia o aluguel do prédio, situado numa das esquinas mais icônicas de São Paulo (Consolação e Paulista), mas o resto da operação é bancado pela bilheteria.

O crowdfunding do Belas Artes sugere alguns valores: com R$ 10, o cliente recebe um congratulação peculiar e um ingresso para o cinema, quando reabrir; com R$ 50, são dois ingressos e entrada a dois filmes da Pandora, a distribuidora criada por André Sturm, também a pessoa avante do cinema. Em graduação, as cotas vão até R$ 2,5 milénio, quando, entre outras diversas recompensas, o doador recebe o recta de usar uma sala do cinema exclusiva em um evento peculiar para seus convidados.

“Vai gerar qualquer fluxo de caixa, é um refrigério, estamos buscando preservar os funcionários”, explica Sturm. “Se a quarentena continuar por muito tempo, todo mundo vai ter que fazer sacrifícios. Nesse primeiro momento, propus aos funcionários que seria o período de férias, uma despesa que já teríamos de qualquer forma. A partir do segundo mês, vamos ter de buscar outras alternativas, uma vez que essa.” Segundo ele, o funcionamento do Belas Artes custa tapume de R$ 350 milénio por mês. O crowdfunding arrecadou até agora R$ 22 milénio, e a meta para essa primeira iniciativa é R$ 50 milénio.

No Rio de Janeiro, o coletivo #342Artes, capitaneado por Paula Lavigne, também lançou uma campanha de financiamento coletivo, com o objetivo de dar suporte a quatro instituições da cidade que têm “totalidade crédito” do movimento e que trabalham em favelas. São elas: Coletivos Papo Reto, Voz da Comunidade Rocinha Resiste e Redes da Maré, todas ligadas à arte e a projetos sociais. Apoiada por diversos artistas, uma vez que Anitta, Frejat e Glória Pires, a campanha já arrecadou tapume de R$ 125 milénio, de uma meta inicial de R$ 150 milénio.

“A campanha está indo muito, dentro do provável agora”, diz Lavigne. “Mas temos de pensar que vamos dividir por quatro instituições, e cada um desses lugares é uma cidade, praticamente. Muita gente quer ajudar, mas não tem a curadoria, não sabe quem são as organizações sérias. Simples que existem muitas outras, mas por essas a gente...

bota a mão no queima”, explica.

Procure Saber procura patrocínio para lives de Caetano, Gil e Bethânia

Outro projeto de Lavigne, mais ligado à Associação Procure Saber, procura um patrocínio para trespassar do papel. A teoria, diz a produtora, é conseguir patrocínios de empresas para promover lives com apresentações do primeiro time do Procure Saber, uma vez que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Frejat, Nando Reis e outros, e com os recursos levantados produzir um fundo talhado a profissionais da ergástulo produtiva da música ao vivo, de bilheteiros a carregadores e técnicos de som.

“Não estou preocupada com os artistas mainstream”, explica Lavigne. “Mas sim com toda a ergástulo: bilheteiros, técnicos de som, carregadores, etc. O que eles fazem não está sendo utilizado em lugar nenhum, não há trabalho. Estamos terminando um projeto, e agora estamos detrás de um patrocínio, para que uma empresa possa bancar e possamos virar isso para a ergástulo produtiva.”

Em São Paulo, o Cine Matilha, na República, também está com uma campanha de financiamento coletivo, oportunidade, na verdade, antes da quarentena. Os recursos seriam dedicados inteiramente à reforma do espaço físico, mas agora o coletivo vai definir uma novidade meta para incluir o pagamento dos funcionários – eram R$ 7 milénio, 99% dos quais já arrecadados. 

“O cinema custa, por mês, R$ 12 milénio, entre custos de funcionários e despesas”, explica a programadora do Cine Matilha, Patricia Rabello. “Isso sem o valor da programação, que uma vez que estamos fechados, não temos. Existe um caixa escasso para toda a lar, por isso precisamos de ajuda para prometer a sobrevivência do cinema e ele estar pronto para a reabertura logo que a quarentena concluir.”

O Jazz Mansion, um projeto da dependência paulistana de teor Grupo Cuco, também passou a ser realizado online: toda quarta-feira, uma live no Instagram @jazzmansion traz apresentações com artistas do gênero – e uma vaquinha online pretende levantar fundos destinados a esses profissionais.

Na gringa, o Spotify lançou nesta quarta, 25, o projeto Spotify Covid-19 Music Relief, que recomenda ONGs dedicadas ao refrigério financeiro para comunidades musicais. As primeiras parcerias são com MusiCares, PRS Foundation e Help Musicians, e a plataforma recomenda que profissionais da música visitem os sites dos parceiros para obter informações sobre uma vez que solicitar ajuda.

Outra iniciativa planejada pela plataforma é um recurso que permitirá aos artistas receber fundos diretamente dos fãs durante a crise, ainda sem data solene de lançamento.

Formado por festivais, festas, marcas e gravadora, o núcleo paulistano de música eletrônica Só Track Boa também iniciou um crowdfunding com o público, artistas e colaboradores. Os recursos serão doados a Centros Temporários de Protecção (CTA) em São Paulo.

ONDE AJUDAR? Financiamentos coletivos para espaços culturais





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