Aos amigos tudo, aos inimigos… | Blog da Yvonne Maggie


A lei do Presidente é de ferro e incêndio para os que não são amigos, pois estes merecem mais do que tudo. Nas suas últimas declarações, confirmou mais uma vez seu totalidade despreparo para o missão que ocupa e revelou sua mais profunda submersão no Brasil tradicional, no Brasil do “aos amigos tudo”. O senhor Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar, denunciado de pertencer a um grupo de matadores de aluguel, foi morto pela polícia da Bahia. Havia sido condecorado com a mais subida medalha da Plenário do Rio de Janeiro por Flávio Bolsonaro a pedido do pai, o Presidente, segundo enunciação do próprio. Ato contínuo à exórdio das investigações, o Presidente pediu uma perícia para verificar suposta tortura e assassínio, pois a polícia da Bahia é do PT, insinuando um complô. Contra quem?

Assim, o Presidente, que era em prol da tortura, se declarou, sem mais, um amante dos direitos humanos, uma vez que muito disse o colunista Bernardo Mello Franco na sua crônica “Milagres de Adriano”, no jornal O Orbe do último dia 19. Mas, na verdade o Presidente tem demonstrado que suas ideias são arraigadas na tradição brasileira do clientelismo e do compadrio, que zero trazem de novo à política brasileira, a não ser na forma ríspida e na falta de decoro que eram, até portanto, evitadas em público.

E tem mais, o Presidente parece também recluso às teias da feitiçaria. Tudo o que acontece é produzido por alguém que o boicota ou age propositalmente para atacá-lo uma vez que bruxos da modernidade. Não se implica em nenhum dos erros flagrantes e poucas vezes pede...

desculpas por suas palavras e atos fora de qualquer parâmetro civilizatório.

Zero de novo traz o Presidente à cultura política do País e ainda nos brinda com acusações e desrespeito a jornalistas no manobra de sua profissão, a mulheres e a homossexuais. Usa as redes sociais e inventou dois palanques, um virtual, a chamada “live”, e um de músculos e osso na porta do palácio, residência solene da presidência, que revive os velhos e tradicionais palanques usados pelos governantes populistas desde sempre. O palanquinho do palácio da Alvorada tem uma vez que público jornalistas do Brasil e do mundo e uma claque que ri dos impropérios que fazem segmento da cultura machista e reacionária, antigamente nunca exposta em público.

Em sua recente viagem à Índia, depois de participar de uma cerimônia em homenagem a Mahatma Gandhi, o líder pacifista da independência do país, ao ser perguntado sobre o que achava da personalidade histórica que uniu os indianos libertando-os e colocando-os uma vez que iguais no projecto da Comunidade Britânica, o Presidente referiu-se em tom e sorriso irônicos: “Eu sou um capitão do Tropa, ele é um pacifista. Mas, obviamente, a gente reconhece o seu pretérito, sempre pregando a silêncio, a simetria e a liberdade”. Nem um pio sobre sua preço histórica.

E de ato falho em ato falho o Presidente vai cavando sua desgraça. Tenho esperança de que o seu profundo desprezo pela cultura, baseada nos princípios do muito generalidade, da fraternidade e da procura pela paridade, o ligeiro rapidamente para o lugar dos derrotados.



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